Imagem/Palavra: Vivenciar


Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

Pra quem vivia reclamando que não tinha muita coisa pra fazer (eu vivia? Não sei) até que fevereiro foi um mês bem cheio. Postei aqui mais do que em janeiro, e acabei enrolando com alguns projetos. Mas é como falei há um tempo, os últimos posts estavam tão voltados pra eles que eu tava sentindo falta de fazer algo aleatório, pessoal, sem aquele compromisso com data e direcionamento.

Um dos projetos que acabei deixando pendente foi esse aqui do Café com Blog chamado Imagem/Palavra, que na verdade é como um jogo com os membros do grupo: tem uma lista numerada > vc escolhe um número > escolhe se quer uma palavra ou uma imagem > a ADM te dá uma palavra ou uma imagem > vc faz um post de acordo com essa palavra ou imagem. No caso, escolhi uma palavra, e a Lila me mandou logo essa: Vivenciar.

Parece até fácil pensar num post pra inserir a bendita, mas não é senão onde estaria o desafio?. Assim como nem sempre o ato de vivenciar é tão simples. Vc ouvir falar de alguém que se mudou pro outro lado do mundo ou que começou a trabalhar numa agência de segurança é uma coisa. Vc vivenciar isso é outra, sabe?

Nos últimos meses não tenho vivenciado tanta coisa que mereça um post tipo diário de viagem cheio de foto nem nada, só que preenchi meu tempo livre com bastante música e (milagre) séries!


Entre as séries, tem uma britânica que eu não tenho certeza se algum de vcs já viu: Lost in Austen, que só tem 4 episódios e basicamente fala sobre Amanda Price, uma garota que é louca por Orgulho e Preconceito e que uma noite, depois de recusar um pedido de casamento do namorado bêbado, abre a porta do banheiro e encontra ninguém menos que Elizabeth Bennet. A Lizzie (que é o apelido da Elizabeth pros mais íntimos) explica que chegou ali pela porta do sótão de sua casa, que do lado contrário é a parede ao lado da banheira.

As duas trocam de lugar e a gente acompanha as tretas que a Amanda causa sem querer na história, bem como as dificuldades em se adaptar aos hábitos e ao modo de pensar das pessoas. Imagina de repente ter que viver sem pasta de dente de uma hora pra outra e ter que aprender uma penca de cumprimentos diferentes quando a vida toda vc aprendeu que bastava um "Oi, tudo bem?' ou que em vez de procurar um emprego e viver sua vida, uma moça na idade dela não deva pensar em outra coisa além de fazer um bom casamento! E essa é a parte engraçada.

Daí, vc pensa que se a Amanda gostava tanto de Jane Austen, ela tinha a obrigação de saber, pelo menos em parte, o que ia encontrar, certo? Errado. Primeiro, pq logo no episódio inicial a gente vê que ela se apegava inteiramente à história e quase nada ao contexto (a parte bonita da coisa, sabe?), até pq quase ninguém para pra pensar em como o personagem X faz a barba ou qual a frequência com que ele toma banho. Segundo, pq quando ela (literalmente) entrou na história, não teve que lidar com personagens e sim com pessoas.

Pessoas? É aquilo que eu falei: vc saber os fatos é uma coisa, mas vivenciar é outra bem diferente.

É algo que eu só parei pra pensar - pasmem - depois de ver essa série: quando vc cria um personagem, vc pode conhecê-lo muito bem, ou não. Vc pode mostrar só uma pequena porcentagem de quem ele é ou revelar os segredos mais obscuros, mas vc nunca vai conseguir expor 100% dele num livro. Mesmo o autor onisciente conta a história de determinado ponto de vista. Só que se vc tivesse a chance de transformar esse personagem numa pessoa real, é bem provável que ele fizesse ou dissesse coisas que vc não achasse que ele fosse capaz. Ou que ele seguisse um caminho completamente oposto àquele que vc tinha em mente no teu livro. Pq nesse caso vc não estaria lidando com um personagem, e sim com um indivíduo completo, dotado de pensamento independente e apto pra fazer escolhas sem se submeter à sua avaliação. É por isso que cada vez que a Amanda tenta fazer a história voltar pros trilhos que a Jane Austen deixou, ela acaba piorando as coisas.

Mas quando ela entendeu que ver tudo pelo lado de dentro não tornava seu julgamento melhor que o de qualquer outro personagem, as coisas começaram a andar. Não vou passar spoiler, mas a história terminou de um jeito bem diferente do que vc pode esperar quando começar a assistir.

E esse é o meu post sobre vivência pro Café com Blog! Eu tava mesmo querendo que ele ficasse curtinho e parece que consegui hahahaha Espero que tenham gostado da dica involuntária de série e me contem as coisas mais loucas que vcs tem vivenciado!

Um beijo e até o próximo post! =)


Fonte da imagem: We Heart It



Comentários

  1. Que legal esse desafio! Vou entrar no grupo e tentar participar tbm rsrs... Adorei a dica de série, tem jeito de ser muito divertida e que passamos horas assistindo e nem percebemos rsrs
    Adorei seu post sobre vivenciar! Bjuus!

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    1. Entra lá que o grupo é muito bacana e ainda dá tempo de participar do desafio (eu acho)! A série é realmente daquelas que a gente assiste de uma vez só, tanto que vi em dois dias hahaha Que bom que gostou do post ^^
      Um beijo!

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  2. Essa série que você indicou parecer ser tão legal! Eu adoraria trocar de lugar com alguns personagens hehe <3 essa reflexão que você fez ficou tão linda também. Sempre paro para refletir como seriam alguns personagens na vida real...

    Ah, e esse projeto é incrível! Já vi alguns posts que fazem parte dele e eu adorei *-*

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    1. Ela é! No começo eu não dava muita coisa por ela, e como tem comédia pelo meio e não sou fã de comédia, fiquei tipo, será? Mas sendo uma série britânica, já imaginava que o humor seria dosado e sem chegar a ser idiota como algumas séries americanas hahaha Se a gente parar pra ver, é uma coisa até assustadora se a gente pudesse dar vida a um personagem, mas não consigo ver as coisas de outro jeito que não esse que escrevi no post...........
      Pretendo trazer esse projeto mais vezes pra cá nos próximos meses ^^
      Um beijo!

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  3. Ei, Deborah. Gostei bastante da postagem e me interessei pelo projeto, vou anotar aqui para pesquisar depois, pois já quero participar. Sobre a série que você citou, parece ser muito boa. Tem na Netflix? Pois eu já quero muito assistir, é uma pena que seja tão curta, geralmente gosto de séries longas, mas veremos o que vou achar, não é mesmo? Parabéns pelo blog e sucesso!

    Com amor,
    Tom.

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    1. Vai lá no Café com Blog e vê se ainda tem vaga (acho que essa edição já tá completa, não tenho certeza)! Esse projeto é regular lá, então sempre vai ter chance de tu participar ^^ Eu não sei a série na Netflix, mas vc acha ela por torrent ou na Minhateca, com legendas. Também achei muito curtinha, e como é do tipo que vc fica querendo logo saber o que vai acontecer, vc assiste tudo de uma vez e fica sofrendo depois pq acabou hahaha
      Muito obg por vir aqui ^^
      Um beijo!

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  4. A coisa mais louca que vivenciei foi "curtir" um bloco de carnaval embaixo de muita chuva. E não gripar, o que é bem PUNK para uma pessoa como eu, eu nunca tinha tomado banho de chuva e nunca tinha ido a um bloco de carnaval. Foi legal e diferente, mas mesmo assim, não sei se pretendo voltar no ano que vem.

    Até mais!
    Karolini Barbara

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    1. Deve ter sido bem louco mesmo! Acredita que nunca fui num bloco de carnaval? hahahaha Não é pra mim............ Agora, tomar banho de chuva e não pegar nem um resfriadinho é bem difícil mesmo, eu te parabenizo hahahaha aliás, banho de chuva é tão bom, pena que só anda chovendo quando eu tô saindo e não posso chegar bagunçada nos lugres XD
      Um beijo!

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  5. Achei a palavra complicada para fazer post, mas achei que você falou muito bem nesse tema, acredite, eu não faria nem metade! Haha Parando para pensar, faz muito sentido tudo isso que você falou, falar é muito fácil, mas viver é difícil. Imagina encarar a vida de alguém, se não conhecemos nem um terço dela?
    Nunca houve falar dessa série, mas parece ser boa, talvez eu dê uma olhada depois.
    Parabéns pelas ideias expressas no post, ficou incrível!

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    1. É, esse foi um desafio e tanto, pq tipo, todo mundo sabe o que é vivenciar, mas como escrever um texto falando sobre isso? sorte ue tinha acabado de ver essa série e aí a ideia surgiu hhahaha E também, aquilo que a gente sabe da vida de um personagem é só um terço de tudo o que ele é ou pode vir a ser, então uma hora ou outra surgiriam dificuldades se fosse possível um convívio!
      Muito obrigada por ter lido o post ^^
      Um beijo!

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  6. Uau! Adorei como você relacionou a minisérie ao vivenciar, e como você ilustrou isso muito bem. Eu acho que teria uma tremenda dificuldade em encontrar algo pra escrever através dessa palavra porque, como você, também não sinto que tenho vivenciado muita coisa.

    Beijinhos.

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    1. É pra fugir do tédio e da falta de assunto que existem as séries, Mary hahahaha Se não fosse por essa série que mencionei, esse post nunca teria acontecido XD
      Um beijo!

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