Poesia e Música: I make grey music



Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

E enfim, eu consegui me programar pro que resta do mês de agosto, o que significa que a partir de hoje eu sei exatamente quais posts vou liberar nos próximos dias. Ceis não tem ideia de como é bom conseguir voltar a fazer programação, anotar as coisas no caderno pra não se perder. Nisso eu tomo as palavras da Emilie Autumn no livro dela e digo que se eu não consigo fazer anotações de cada coisa que acontece na minha frente, acabo ficando meio besta perdida.

Eu tava olhando os últimos posts que fiz e percebi que além de terem sido postados num intervalo muito longo de tempo um do outro (o que é tão óbvio e vergonhoso que eu nem deveria ter mencionado) eles são quase todos da mesma categoria, Random. Sabe, eu amo fazer posts aleatórios, mas acho que isso tá tomando proporções astronômicas, o que é muito chato pra quem entra aqui atrás de assunto novo e vê que o post mais recente é “mais do mesmo”, além do que eu tinha organizado tudo de uma forma que a cada dia eu postasse algo sobre determinado assunto, e a verdade é que eu me esqueci completamente disso. Por isso escolhi liberar um poema que fiz há pouco tempo (no mês passado, pra ser mais exata) e que tem muito a ver com a minha playlist e a minha atmosfera atual. Ele tá na categoria Made by me, que substituiu a My works, por motivos de eu ter ficado de saco cheio desse nome.

Já falei aqui várias vezes que a música que mais tenho escutado é Concrete Walls, da Fever Ray, e comentei com uma amiga por carta o quanto que essa música influenciou a composição desse poema. Eu escrevi no meu quarto, lá pela uma da manhã, quando a casa tava quieta e só a minha luz tava acesa. Eu tava prestes a me deitar quando olhei em volta e fiquei imaginando como é sair andando pela casa (ou por um apartamento) de madrugada, quando todo mundo tá no último sono. Parece que a madrugada cobre as paredes e os objetos do cotidiano com uma energia impossível de existir em outro período, e estar acordado e sozinho pra presenciar isso é fantástico.

Mas ficar falando não vai ajudar a entender, então escutem a música e leiam os versos.



I Make Grey Music

I make grey music
For I’m unable to do anything else
Every night, I tap my fingers on the concrete
And spread the dry notes
Hoping for them to fill
The dark inches of the apartment
I am living ghost
I lock the doors and slam the windows
While everyone falls asleep
I walk in rabbit-steps
Room by room, running in circles
I scratch my nails on the wallpapers
Till the fading flowers are torn
And then I write on them
I take clear notes
On every word you say
In your red dreams
Which will not sound like decency
I breathe and moan
Punch the concrete with both hands
So you’ll settle down
At my lullaby
I make grey music
Though it would be
My best gift
Of all time


E esse é o tal poema ^^

Talvez alguém se pergunte pq diabos eu não boto a tradução embaixo do trabalho original, mas eu tenho os meus motivos. Um deles, por exemplo, é que ler os versos em português causa um outro tipo de impacto, que pra mim não é legal. Pelo contrário: como o inglês não é a minha língua materna, tudo o que eu escrevo nesse idioma me parece menos “pesado”, e eu acho essa distância importante pra minha liberdade de criação. Tem coisas que me deixam um tanto desconfortável quando são escritas ou lidas em português, e eu acho isso limitador e retrógrado, mesmo quando essas coisas parecem bobas tanto em uma quanto na outra língua.

Mas se tiverem qualquer dificuldade pra entender, chama nos comentários, no chat ou seja lá onde for que eu esclareço tudo ^^


Um beijo e até o próximo post! =)



Comentários

  1. Moça, você é maravilhosa!
    Conheci seu trabalho agora, mas já tô viciadona? TÔ MUITO

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    Respostas
    1. Moça, vc é muito gentil! *-* Esse poema aí é o menos pior que fiz esse ano, mas fico muito feliz que tenha te agradado hahaha Um beijo!

      Excluir

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