Blogagem Coletiva: Livros, filmes e séries sobre poder feminino




Oi, amigos, como estão? =)

Hj a blogagem coletiva é do grupo Liga Blogosfera e como estamos em março, todos os temas propostos têm relação com o poder feminino, e a proposta que escolhi foi a de falar sobre livros, filmes e séries com mulheres poderosas \o/

Mas como não queria fazer nada previsível (não sei se deu certo), optei por clássicos, pois o charme dos trabalhos mais antigos é justamente o de falar sobre esse assunto em tempos onde acreditava-se que a mulher não merecia voz, além de uma adaptação moderna de um livro antigo.




A adaptação em filme é ótima! Se vc não viu, corre pra ver <3


Livro: Jane Eyre (Charlotte Brontë) (1847)

No começo eu imaginava que seria uma leitura difícil, já que eu conhecia O Morro dos Ventos Uivantes e achava que a escrita da Charlotte seria pouco acessível como a da sua irmã Emily, mas não foi o que aconteceu. O livro é cativante desde o princípio, com algumas gotas de arrebatamento e religiosidade perfeitamente equilibradas com o realismo e a honestidade, só que não se pode dizer que esse seja um livro romântico. A primeira prova dessa honestidade na escrita é que Charlotte não esconde que a vida de Jane é mais difícil por ser uma garota pobre e não ter boa aparência. Mas vc não vê a personagem sentindo pena de si mesma por isso, muito menos tentando igualar-se às outras mulheres a fim de melhorar sua sorte na vida. Durante toda a história, Jane é fiel a si própria. Mais tarde, quando se depara com o interesse romântico por parte de duas pessoas diferentes, ela mantém essa característica. Outra coisa importante é que quando descobre a razão pela qual Edward Rochester não pode ficar com ela, Jane não ignora as circunstâncias por nenhuma razão egoísta. Ele diz que não importa o que o resto do mundo possa pensar dela, mas ela responde com uma pergunta “E o que eu pensaria sobre mim não conta?”



Cena do primeiro episódio


Série: A Moradora de Wildfell Hall (BBC) (1996)

Essa é uma série de 1996 dividida em 3 episódios (se vc quiser ver, tem no Youtube, mas legendada em inglês) e baseada no livro da mais nova das irmãs Brontë, Anne, contando a história complicada de Hellen Hutingdon, que depois de passar o inferno com o marido Arthur - que entre outras coisas, bebia, traía a mulher e ameaçava a integridade do filho pequeno - vai viver como inquilina na propriedade do irmão, Wildfell Hall, longe da cidade e sob outro nome: Hellen Graham. Mas como em toda localidade pequena, os vizinhos não a deixam em paz, especialmente porque Helen insiste na reclusão e tem uma maneira de cuidar do filho considerada "inapropriada" para os padrões vigentes (vide a discussão sobre isso na casa dos Markham, uma conversa memorável sobre ética). Mais tarde, quando a condição de divorciada se torna conhecida, ela tem de aguentar a antipatia de pessoas que não sabiam (e nem queriam saber) de metade da história, e que não achavam suas razões válidas para optar pela separação (lembrando que na Inglaterra daquele tempo, o divórcio era permitido somente ao homem e os motivos para o pedido não precisavam ser tão sérios para o reclamante ser atendido, ao passo que a mesma regra não valia para uma mulher que deixasse a casa, mesmo sob riscos como esses enfrentados pela Sra. Graham e o filho). Mas Hellen está determinada a manter sua independência, corrigir seus erros e cuidar da criança do melhor modo possível.

Tanto a série quanto o livro em que ela foi baseada são ótimas lições sobre coragem, senso de justiça e dever e integridade acima do senso comum.



"Eu vou encontrar algo útil pra fazer com minha vida"



Filme: Alice no País das Maravilhas (2010)

O filme dirigido pelo Tim Burton é um eterno favorito meu e merece um lugar nesse post, sim!

Vc deve se lembrar de que no começo da história, Alice se viu encurralada por parentes e conhecidos, cada qual exigindo uma resposta da garota em relação ao que era visto como conveniente à sua idade e posição: um casamento promissor em sentido social e financeiro. Alice não se sente preparada pra assumir a responsabilidade, mas ninguém se interessa em saber a respeito porque, do ponto de vista comum, ela não poderia “querer mais nada da vida”. Ficar solteira e “ser um peso pra família” não é uma opção. É quando ela foge para o jardim, segue o coelho branco e o resto vcs já sabem: na volta, depois de lutar com o Jaguadarte e enfrentar a Rainha Vermelha, encarar a multidão e anunciar a recusa da proposta não parece tão difícil.

Esse filme é quase uma história independente, se a gente fosse falar em fidelidade, mas o assunto aqui é o que se pode aprender com ele: só vc pode encontrar algo útil pra fazer com sua vida. O seu tempo é seu, e não dá pra desperdiçá-lo esperando que os outros tomem as decisões por vc. Eles podem até querer influenciar suas escolhas, mas no fim do dia quem ficará com a responsabilidade das mesmas é vc.


Enfim, a BC de hj é essa ^^ Espero que tenham gostado, e que me contem se também compartilham do meu amor por alguma dessas escolhas <3


Um beijo e até o próximo post! =)





Comentários

  1. Muito interessante, vi o último duas vezes, fiquei interessada em ver o livro!
    Esse mundo feminino, o poder que temos, merece ser explorado mais, pois muitas não acreditam e tem auto estima baixo, infelizmente.

    www.faseseestacoes.com.br

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    Respostas
    1. é verdade, Sabrina, ainda há muito que precisa ser feito nesse sentido! Aliás, os livros de época são interessantes pq mostram o esforço de mulheres num tempo em que a vida parecia ainda mais complicada para nós! um beijo!

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