Resumo de Janeiro + Opinião: Be yourself is all that you can do


Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

Ainda estou achando que tenho que compensar minha ausência (!!!), então decidi fazer um resumo de Janeiro (ou melhor, do começo do ano, já que estamos em Fevereiro [!!!!]) e um post de opinião que mais parece um desabafo.

Talvez porque seja isso mesmo.

Resumo do mês de Janeiro:

- Primeiro dia: que 2016 começou preguiçoso, todo mundo percebeu. O primeiro dia foi uma sexta, e a playlist só saiu às 18:00.

- Leitura: pode parecer incrível, mas comecei logo a por em prática minha meta de leitura, o que indica que 2016 pode ser um ano mais produtivo que o anterior (sério, 2015 foi o ano que menos li na vida, não me perguntem pq). O primeiro livro concluído é o volume 1 de Desventuras em Série. Também farei uma pequena modificação na lista, pois em dezembro peguei um dos livros da meta pra ler, A Mulher de Preto, e não acho que seja honesto continuar a contá-lo como um da listaAtualmente, estou lendo Gelo Negro, que é o terceiro volume da série O Jovem Sherlock Holmesde Andrew Lane, e estou amando <3 Já que cada livro conta uma história diferente, vc não precisa ler desde o primeiro volume pra entender o que se passa.

- Tenho que confessar que não tirei tantas fotos quanto gostaria durante minha viagem a Pernambuco, mas já estou conformada, pois consegui cumprir o que me propus a fazer, que era postar um Diário de Viagem, ainda que em apenas uma parte.

- Em questão de música, resolvi juntar às minhas paixões recentes algumas das músicas da minha adolescência dark. Independente dos rótulos, a cada ano me convenço mais de que elas eram bons trabalhos. E agora estou em casa outra vez.


O desabafo:
A escolha do título do post não foi despropositada, pq o Chris Cornell tem toda a razão ao cantar isso no refrão de uma das minhas músicas preferidas do Audioslave. Eu a escolhi pq tempos atrás, estava no ônibus e os meus headphones tocavam essa música, e quando desci, uma caixa de som em algum lugar já estava tocando ela (!!!).  Na verdade tinha uma playlist 90’s tocando vários clássicos, então foi um dia feliz =D

E pq a letra dessa música é tão verdadeira? Pq não interessa o quanto vc tente, se o teu trabalho não é autêntico, as pessoas vão perceber.

Eu disse há pouco tempo que ainda falaria sobre a minha experiência com blogs, e é por isso que estou aqui agora. Recentemente, conheci o blog Disse o Corvo, da Priscilla, e no primeiro post que li fiz questão de comentar como foi bom ter encontrado o blog dela naquele dia, um blog alternativo! Em resposta, ela acabou me contando que já tinha sido criticada por não fazer vlogs nem posts sobre beleza. Eu fiquei tipo wtf??

Mas parando pra pensar, não é tão inacreditável assim. Tanto que mais tarde encontrei um outro blog com um texto maravilhoso sobre autenticidade, e a autora afirmou que já foi criticada por escrever de maneira informal... num blog.

Como assim, existe um padrão de escrita para blog?!!!

Com tantos discursos sobre liberdade de expressão e estética espalhados pela internet – que é o ambiente mais livre do mundo, ou deveria ser – fica muito difícil de acreditar que uma pessoa que escreve num blog possa ser criticada pelas razões que mencionei. Mas acontece. O que faz a gente se perguntar se a liberdade que a internet proporciona não é apenas ilusória. Ou será que é real, e no entanto alguns ainda não aprenderam a usá-la da melhor maneira?

O motivo de eu ter ficado tão contente por ter achado um blog alternativo num grupo não é difícil de compreender: vc que passeia por comunidades nas redes sociais já deve ter percebido o quanto de conteúdo semelhante existe por aí. E além do conteúdo, o modo de escrever e até alguns padrões de cores são muito parecidos em vários blogs, ou pelo menos é essa a impressão que eu tenho.

Tanto que quando entro nos grupos e vejo publicações do tipo “Coloque seu blog aqui pra eu conhecer”, já suspiro desanimada. No começo eu participava disso, mas comecei a ficar cansada. Sim, a gente ainda acha blogs com conteúdo diversificado, mas a grande maioria infelizmente é mais do mesmo.

O que eu quero dizer é: se na internet vc encontra todo tipo de assunto e de coisas interessantes pra ler e formar opinião, pq vc vai reduzir teu blog a tutoriais de maquiagem e resenha de produto? Esse tipo de conteúdo tem sua utilidade, mas ver dezenas – centenas – de posts sobre isso é muito cansativo! Imagine se vc abrisse um livro ou revista e encontrasse a mesma coisa em todas as páginas. Eu acredito que é assim que muitos se sentem quando olham o feed.

Isso tudo é, na verdade, um tipo de negócio, eu sei. E tem gente que realmente ama o que faz. Está tudo bem fazer disso um meio de ganhar dinheiro. Mas pense, também, em como seria se no mundo real todo mundo seguisse a mesma carreira, como uma fórmula pronta pra garantir a renda. Seria um pesadelo (sim, seria!). Na internet, isso não é menos chato.

Quando me deparo com um grande número de posts parecidos, fico me perguntando: pq não falar de outras coisas? Pq não usar o mesmo método de lucrar com outro tipo de produto? Pq não misturar esses temas a outros igualmente (ou mais) importantes? Pq presumir que as pessoas não procuram outra coisa além disso? E acima de tudo, pq criticar quem se recusa a produzir esse tipo de conteúdo? Se nós somos obrigados a seguir o mesmo padrão pra “ter um blog de sucesso”, onde está a liberdade que a rede oferece? Se todo blog tem de seguir o mesmo trajeto, onde encontraremos espaço para a autenticidade?

Acho que muita gente compartilha dos sentimentos da Lisa quando o assunto é mesmice na blogosfera

Já não é de agora que eu vejo blogueiras antigas dizendo que se sentem incomodadas com a falta de posts pessoais e de originalidade nos blogs de hoje, e blogueiras novas dizendo que também não gostam disso. Eu me sinto da mesma maneira, e quero poder dizer isso sem ser tachada de chata ou arrogante, já que eu não faço esse tipo de conteúdo. Eu também gosto de maquiagem e posts sobre moda. E nem estou aqui pra dizer que o meu apê é o melhor que existe. Eu só quero que ele seja um lugar onde eu possa juntar coisas que me agradam, independente de isso atrair mais público ou não, de dar dinheiro ou não. Não quero ser pressionada a escrever um post falando sobre a melhor cor de esmalte quando acho que fazer uma lista de músicas dos anos 80 é muito mais interessante pra mim, sabe? Não quero ser obrigada a fazer o mesmo que a maioria só pra conseguir mais seguidores ou retorno financeiro.

O meu blog é novo, mas já uso a internet há tempo suficiente pra saber qual foi a proposta dos blogs quando eles surgiram, e acredito que nada possa superar essa proposta: o conceito de blog surgiu do desejo de se ter um espaço só seu, onde vc possa criar conteúdo a seu gosto e ser vc mesma (o).

Pq no fim do dia, isso é tudo o que vc pode fazer.

Um beijo e até o próximo post! =)



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