Blogagem coletiva: Meus CDs favoritos




Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

Esse é o segundo tema que escolhi pra blogagem coletiva do grupo Blogs Up (pra ver o primeiro tema, clica aqui), e como tinha dito antes, dessa vez vou falar sobre meus CDs favoritos, o que já é uma tarefa um pouco mais fácil do que escolher músicas aleatórias (ou nem tanto).

Também, diferente do outro post, vou poder falar um pouco sobre cada um dos discos sem correr o risco de fazer um post excessivamente longo e sem me importar com a ordem de lançamento, além de indicar no final de cada comentário as três músicas que mais gosto, como sugestão de onde começar no caso de quem nunca ouviu.

Sem mais, aos discos!






The Smiths - Meat is Murder (1985)

Eu nunca me esqueci do dia em que vi o clipe legendado de How Soon is Now? Na MTV, lá em 2009 mais ou menos. Essa música é um outtake do disco Meat is Murder, mas é praticamente a razão pela qual o álbum dos Smiths está nessa lista (antes de colocá-lo aqui, fiquei em dúvida entre ele e o The Queen is Dead, só sabia que os Smiths tinham que aparecer hahaha). É um disco que fala da violência como um todo, desde a doméstica até aquela cometida na escola, passando por aquela contra pessoas sensíveis até maus tratos aos animais. A faixa-título colocada no final, aliás, é um símbolo do amor de Morrissey pelos animais, ou bem mais que isso: só ouvi-la já dá um nó no estômago (vide as imagens chocantes mostradas num telão quando essa música é tocada nos shows dele), e isso se não te deixa com um peso na consciência, ao menos te faz pensar: qual a razão de comer carne? Eu não sou vegetariana (o que não quer dizer que eu seja louca por carne), mas o discurso dele faz sentido.

Pra ouvir: Barbarism Begins at Home, That Joke Isn't Funny Anymore e Headmaster Ritual  





Björk - Post (1995)

Catalogar os discos da Björk, seja da maneira que for, é uma tarefa difícil, e nessa lista eu poderia colocar o Homogenic, o Vespertine, o Biophillia, até a trilha Selmasongs, mas preferi o Post, pois é nele que está a primeiríssima música que ouvi dela: Army of Me. É aquele tipo de música que te obriga a prestar atenção e que te convence que a tua vida não vai mais ser a mesma depois de ouvir. Mas além dela, esse álbum tem outras ótimas. E nenhuma – nenhuma – é parecida com a outra, mas todas se encaixam de alguma maneira, como sempre acontece nos trabalhos da Björk. É um trabalho que mal dá pra descrever, então o melhor que há a fazer é ouvir. 

Pra ouvir: Hyperballad, The Modern Things e Enjoy








Evanescence - The Open Door (2006)

“Evanescence não é gótico”, “Isso é música pra adolescente”, “Desse jeito vai ficar deprimida”... blah blah blah! Um dos meus discos favoritos vai completar uma década de lançamento na segunda metade desse ano e eu mal acredito nisso. Sim, mal acredito que já faz quase 10 anos que minha amiga me chamou no intervalo da escola e perguntou “Vc ouviu a música nova do Ev?”. Que Call Me When you’re Sober tocava nas rádios várias vezes ao dia. Mal acredito no quanto ainda gosto dele. É um disco maravilhoso, e quem é fã do Evanescence sabe que qualquer trabalho deles tem uma história e tanto como pano de fundo, mas o The Open Door leva isso a outro nível. Ele é o álbum que, depois de lançado, mostrou pra todo mundo que a banda não tinha mais nada a provar quanto à capacidade. Ele é muito diferente do Fallen (que é um ótimo disco), e na minha opinião superior em muitos sentidos. Os arranjos de corais, a inserção maior de elementos da música clássica, a voz da Amy Lee muito mais forte e madura, as letras mais elaboradas e corajosas. O The Open Door marcou minha adolescência sim, e é minha fase preferida do Evanescence.

Pra ouvir: Sweet Sacrifice, Lacrymosa, Your Star






Interpol - Turn on the Bright Lights (2002)

Esse é o primeiro trabalho do Interpol e, mesmo eles tendo músicas ótimas nos discos seguintes, e o El Pintor sendo um álbum muito bom, ainda está pra nascer um disco que eu chame de meu favorito entre os deles. Quando penso em palavras pra falar sobre Turn on the Bright Lights, as primeiras são luzes, escuro, viagem e profissionalismo, não necessariamente nessa ordem.  Vc pode estar sozinho em casa ou caminhando no meio da multidão numa cidade grande, vc sempre vai sair de onde está logo na primeira música. Vc não acha um trabalho tão bem planejado, bem conduzido assim tão fácil, sério. Eu já disse aqui que invejo o talento desse pessoal. Ouça e entenda por quê.

Pra ouvir: NYCObstacle 2 Leif Erikson






Waxahatchee - Ivy Tripp (2015)

Acho que já falei tanto desse disco aqui que era mais do que óbvio que ele acabaria em alguma lista de favoritos hahaha É aquele álbum que eu procurei por muito tempo e quando finalmente o encontrei, não me decepcionei. Uma coisa que ficou faltando falar sobre ele é o sentido do título: a Katherine (vocalista) explicou uma vez que ivy trip era uma expressão inventada por ela mesma pra descrever o modo de vida dos jovens adultos do nosso tempo em oposição ao dos jovens das décadas passadas. Parece que antigamente havia a sensação de fixação (muitas vezes tida como segurança), onde os caminhos da vida já estavam previamente traçados, o que é muito diferente de hoje. No nosso tempo, podemos viajar aleatoriamente, sem uma cronologia definida, cada um no seu ritmo. Como o trajeto de um hera no muro. Uma sociedade onde todo mundo corre atrás da mesma coisa, segue pela mesma trilha sem pensar no que faz, não é mais vista como saudável, não como antes.
O p extra no final de trip é uma homenagem a um falecido amigo de Katherine.

Pra ouvir: Breathless, Poison e Less Than






Zola Jesus - Stridulum II (2010)

A Zola é uma das artistas que conheço há menos tempo aqui (o disco Taiga foi assunto do primeiríssimo post do blog, olha só), mas o disco Stridulum II foi um caso de amor logo na primeira vez que ouvi: os vocais graves mesclados a arranjos eletrônicos quase etéreos era tudo o que eu precisava para o momento. Não consigo me lembrar exatamente quando a conheci, se no final de 2014 ou começo de 2015, mas me lembro de ter sido a melhor descoberta musical daquele mês (que nem sem mais qual foi). Uma curiosidade: a capa é uma foto de Zola coberta de calda de chocolate (em vez de tinta como sempre pensei, minha vida tem sido uma mentira desde então).

Pra ouvir: Night, Sea Talk e Run me Out






Crystal Castles - III (2012)

De tudo o que já ouvi do Crystal Castles, o III é o disco mais melancólico. Sim, eu acho isso, apesar de todos os ruídos e vocais insanos estarem lá, exatamente como nos outros trabalhos. Ethan Kath disse que na época da composição do álbum, coisas ruins estavam acontecendo com pessoas próximas a ele, e isso vazou para as músicas. Mas tem também a sutil influência da capa, que tem uma história muito interessante: é baseada numa fotografia de Samuel Aranda, de uma mãe do Iêmen chamada Fatima al-Qaws, segurando seu filho Zayed, que desmaiou depois de inalar gás lacrimogêneo num protesto (vem ver a foto original aqui). No momento, ela acreditava que o rapaz tinha falecido. Feels.

Pra ouvir: Sad Eyes, Insulin e Kerosene






Under Byen - Det Er Mig Der Holder Træerne Sammen (2008)

Eu mencionei esse disco num post sobre essa banda dinamarquesa e deixei evidente que até então era o que eu mais tinha gostado entre os trabalhos deles. Mas hj posso afirmar sem medo que é o meu disco preferido do Under Byen, e um dos melhores que já ouvi. Det Er Mig... não é um achado muito antigo, mas me conquistou logo na primeira vez que escutei. Experimental é um termo muito impreciso pra falar sobre esse disco, mas é difícil encontrar termos mais exatos do que esse. É um rock sem guitarras, feito por um banda que afirma ter decidido fazer rock ‘n’ roll "à sua própria maneira".

Pra ouvir: Plantage, Batteri Generator e Mission



E esses são apenas alguns dos CDs que ouvi com maior frequência no período de 2013 e 2015. É claro que eu incluiria outros, mas não queria que a leitura ficasse cansativa, então só deixei esses 8 mesmo. Só que assim como no post anterior, quero mencionar alguns que gosto tanto quanto esses:

Rocket to Russia (Ramones) (1977)

Songs to Learn and Sing (coletânea de singles do Echo and the Bunnymen) (1985)

Dummy (Portishead) (1994)

In Utero (Nirvana) (1994)

Garbage (homônimo) (1995)

The Bends (Radiohead) (1995)

…Endtroducing (DJ Shadow) (1996)

Ultra (Depeche Mode) (1997)

The Heart of Everything (Within Temptation) (2007)

High Violet (The National) (2010)

Ceremonials (Florence and the Machine (2011)

Born to Die – The Paradise Edition e Honeymoon (Lana Del Rey) (2012 e 2015, respectivamente)

Crybaby (Melanie Martinez) (2015)

Badlands (Halsey) (2015)


Só lembrando que o próximo tema da BC será sobre os livros que marcaram a minha vida *-*



Um beijo e até o próximo post! =)



Comentários

  1. Não conheço metade dessas bandas.

    ramigs.blogspot.com <3

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    1. é, tem umas aí que não são tão conhecida, mesmo, já outras sim rsrs

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  2. Eu acho muito bacana quando a pessoa define seus discos favoritos porque eu nunca consigo! Tenho milhares de músicas que eu gosto, artistas também, mas na hora de escolher os álbuns eu bugo, mó louca, hahaha!
    Eu tive uma amiga na escola que era LOUCA por Evanescence, comecei a ouvir a banda por causa dela e sempre que escuto uma música lembro da menina... Fomos amigas por pouco tempo, naquela época a gente não trocava telefone e email ainda, mas marcou muito por causa da banda!

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    1. Oi, Luly! Pra mim tmb não foi fácil escolher esses aí não kkkkkkk por isso fui mais por aqueles discos que eu conseguia ouvir inteiros sem pular nenhuma música (na maioria das vezes) e pro post não ficar comprido demais coloquei a listinha no final! Eu ouço Evanescence desde os 13, 14 anos, mas no primeiro ano do ensino médio conheci uma garota que até hj é minha amiga , e foi a única pessoa com quem tive uma amizade próxima que curtia Ev tanto quanto eu hahahaha

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. MENINA DO CÉU, assim que vi The Smiths meu coração até disparou aqui! Amo demais!
    Adorei teu blog!
    4sphyxi4.blogspot.com.br

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    1. Não podia ter surgido coisa melhor nos anos 80 kkkkkk Smiths foi amor à primeira "ouvida"! Eu também já visitei teu blog e gostei muito dele, só não comentei ainda!

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