Random: Resumo de maio + achado musical


Oi, amigos como estão? Espero que estejam bem =)

Caramba, já estamos na metade do ano?! Mês de Maio acabou, e achei que já estava mais que na hora (espero não ser a única que acha que os primeiros meses do ano levam horrores pra passar). Enfim, maio pra mim foi um mês de temperaturas amenas e muita preguiça por aqui, mas acho justo fazer um resumo do que se passou e desses tempos que fiquei longe do blog:

Terminei um livro maravilhoso cuja leitura interrompi inúmeras vezes pra reflexão e/ou tempo a fim de absorver o impacto que me causou (sério, coisa inédita em toda minha vida como leitora): Quiet, da Susan Cain. Foi estranho porque quando acabei, desejei mais que tudo que aquele não fosse o final, que tivesse um segundo volume, etc. todas essas coisas que passam pela cabeça de quem encontrou um tesouro literário, mas ao mesmo tempo me senti realizada e compreendida, porque essa é uma das primeiras obras a tratar seriamente do assunto da introversão, que sempre foi tida como falha de caráter em outros tempos, e ver que em outros países, pessoas com uma formação cultural diferente da sua também enfrentam desafios por sua maneira distinta de enxergar o mundo e por isso acabam se tornando seus "amigos" e vc vê que não está sozinha na luta e paremos por aqui porque não quero começar um monólogo sobre isso, não agora...

Falando em livros, comecei a ler Os Mistérios do Castelo de Udolfo, clássico da Ann Radcliffe (porque meu gosto por histórias de terror e mistério foi reacendido haha), e apesar de não gostar da protagonista, quero muito chegar ao final.

Na última semana, não sei bem o motivo, me reconectei com a arte do tricô (porque trabalho manual é uma bela paixão) e resolvi usar um novelo preto enorme que ficou abandonado com as agulhas há meses. Além do que é uma coisa que parece combinar bem com dias frios passados em casa.

Cheguei a escrever coisinhas aleatórias (infelizmente nenhum poema, tentei, mas não deu), e minha mais recente fascinação em termos de criação é a ficção científica misturada ao horror do século XIX (tipo Mary Shelley e H. P. Lovecraft). Fui perguntada se postaria uma história aqui no blog, mas por enquanto não tenho planos.

Em questão de rede social, (ainda) tenho usado o Facebook, e (que coisa incrível!) tenho entabulado conversas das mais agradáveis, inclusive com dois amigos do tempo da escola. O mais antigo deles, o Anderson, foi pra quem contei que vou em breve visitar minha cidade natal, Praia Grande, e espero rever meus melhores amigos apesar do pouco tempo de estadia. Por outro lado, meu último vício eletrônico tem sido o We Heart It com suas tags e coleções de fotos e tudo mais, porque aquilo sim é uma rede perfeita, só as imagens dizem tudo o que há pra saber, qual a necessidade de tagarelar? Sério, eu amo aquele site.

Também vi o filme Amadeus, de 1984, que conta a história de Wolfgang Amadeus Mozart do ponto de vista do músico italiano Antonio Salieri, na época compositor oficial da corte austríaca e (na ficção) rival de Wolfgang. São três horas de música boa, emoção, coisinhas engraçadas, trágicas e gargalhadas absurdas de um dos maiores compositores da história.

E como não podia deixar de ser, maio também foi tempo de encontrar tesouros musicais, recentes ou nem tanto.

Hoje eu trago 3 discos que conheci há pouco e que me surpreenderam muito, cada um a seu modo =)


Future Brown (Homônimo) (2015)

Foi muito estranho e muito interessante ter escolhido esse disco como um dos meu preferidos ente os lançados em 2015. O Future Brown é um grupo novo, que mistura eletrônica, experimental e hip hop e faz um som poderoso nesse primeiro trabalho. O hip hop, na verdade, nunca foi uma das minhas grandes paixões, mas acho que passa um incrível sensação de poder e confiança que vc encontra em poucos gêneros musicais, e foi isso o que me fez escutar o álbum. Conheci por uma resenha no Miojo Indie, e agora estou viciada.

Pra ouvir: Talkin' Bandz (feat. Shawnna & DJ Victoriouz), Vernáculo (feat. Maluca), Killing Time (feat. Johnny May Cash, YB & King Rell)



Black Marble - A Different Arrangement (2012)

O Black Marble é uma dupla de synth do Brooklyn que vem se destacando na cena underground de lá nos últimos tempos. A música que eles fazem, com sons abafados, batidas eletrônicas e vocais graves e lentos provavelmente vai agradar quem é fã de Joy Division ou Legião Urbana. Eles lançaram outros álbuns, mas o que eu quero mostrar é o A Different Arrangement. Ouvir esse disco dá a mesma sensação de melancolia que experimentamos ao viajar de metrô ou caminhar por uma rua quieta cheia de construções antigas num dia nublado.

Para ouvir: A Great Design, Cruel Summer, Safe Minds



Low Roar (Homônimo) (2011)

O Low Roar é um caso random pelo Facebook, tava olhando atualizações das páginas e então encontrei um vídeo da música Tonight, Tonight, Tonight, uma canção de uns 7 minutos que aliás é a minha preferida. Eles fazem uma música suave e melancólica, daquelas que vc ouviria sozinho pelos corredores de casa, num passeio pelas montanhas ou na janela do quarto. É música pra quietude, pra momentos pacíficos, mesmo, porque soa como num sonho ou naquela hora de manhã quando vc se encontra entre o sono e a consciência, e que não levantaria da cama por nada.

Pra ouvir: Help Me, Tonight, Tonight, Tonight, Friends Make Garbage, Good Friends Take It Out



E por enquanto é isso mesmo. Espero que em Junho consiga aparecer por aqui mais vezes trazer alguma coisa interessante pra vcs.

Um beijo e até lá! =)



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