Música e Poesia: Subway and trains



Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

Uma coisa que me inspira e MUITO são imagens de estações subterrâneas, com todo aquele cinza, aqueles ruídos ensurdecedores dos trens e as pichações velhas nos muros. Então não é surpresa nenhuma que eu coloque um pouco disso aqui no blog a forma de música e poesia.

Abaixo segue o comentário inicial que escrevi pra esse poema que resolvi chamar de Subway (só pra dar fome no leitor)


O passeio pelo subterrâneo, seja ao meio dia dos trens lotados ou à meia noite dos transportes vazios, é uma experiência quase sobrenatural. Ou para os mais realistas (leia-se pessimistas) é uma espécie de passeio perfeitamente calculado, onde se vê ao redor a cor cinzenta dominando sobre todas as outras – muito embora insistam em reproduzir as placas de orientação com cores gritantes – como se na massa da qual é feita os construtores tivessem misturado todas as coisas capazes de nos deprimir.

Os ruídos regulares e insensíveis que se ouve quando um trem se aproxima ou se afasta também causa esta mesma impressão, ecoando pelas paredes. E quando a luz cinzenta do dia nos alcança pela janela assim que o trem deixa a estação, é quando podemos dizer "conseguimos fugir". Ou não.

A melancolia evocada é tão esmagadora que por vezes se tem a impressão de que o próprio trem foge do local a fim de evitá-la. Se uma estação subterrânea é para outros, como é para mim, um adequado reflexo de depressão e medo, deve ser também uma metáfora exata do mundo em que vivemos.





Subway

They kept together
All the gray things of life that they were able to find
In a dirty tunnel
With all the hideous forms
Moving through walls, creeping on the floor

As I’m waiting for the train
The blue eyes of that cop
Are burning behind my back
I don’t know where he came out
But the things he looks for are not with me

It’s black under here
And gray upon here
And there’s no way to escape, boy
A weeping girl runs to the stairs
An old man smokes sleepy on the edge

Life conforms its limits inside our minds
When we despise the will to blow
In a cold subway it slips away

To never be found again


E aqui uma playlist inspirada no poema (ou o contrário)





Espero que tenham gostado e que se sintam livres pra usar essa playlist sobre os trilhos, em quantos passeios de trem vcs quiserem.


Um beijo e até o próximo post! =)


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