Música: O rock sem guitarras do Under Byen




Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

Diferente, assustador e inconfundível. É assim que o Under Byen conclui sua biografia no site oficial. E esse é mesmo um bom jeito de descrever o som dos dinamarqueses usando poucas palavras.

A banda foi fundada por Katrine Stochholm e Henriette Sennenvaldt em 1995 na cidade de Aarhus, a segunda maior da Dinamarca, e acredito que não se pode encaixar em nenhum rótulo musical pré-existente, uma vez que os oito membros utilizam uma variedade incomum de instrumentos, desde órgãos até percussão, mesclando elementos eletrônicos e clássicos de um modo ora doce e suave, ora sombrio e cativante.


O primeiro disco chama-se Kyst e saiu em 1999, mas minha paixão pela música deles veio com o segundo trabalho, Det er mig der holder træerne sammen, de 2002. Essa é a música: 






Quando a faixa título soou para mim pela primeira vez, tive a impressão terrível de que uma  Björk mais jovem havia se juntado a uma banda de rock sem guitarras para fazer algo espetacular. E isso não é de todo exagero: primeiro porque a talentosa islandesa conta-se entre as influências do grupo, ao lado de Tori Amos, do Sigur Rós (acho que é a enésima vez que menciono esse nome aqui) e Talk Talk, e segundo porque eles R A R A M E N T E usam guitarras. Talvez seja isso o que me causou o misto de estranheza e fascínio - bem como uma ponta de incompreensão - quando comecei a ouvir. Outras que também são ótimas nesse álbum: Plantage, Mission, e a última, Om Vinteren, com cerca de 12 minutos (!!!)







Depois do Det er mig... o Under Byen lançou uma trilha sonora em 2003, 2 ryk og en aflevering, que ainda preciso ouvir com atenção, e o Samme Stof Som Stof em 2006, que tem um nome bem interessante: "stof" é uma palavra com vários significados em dinamarquês, como "fábrica" ou "matéria", assim o nome do disco pode ser interpretado de modos distintos: "Mesma Fábrica como uma Fábrica", "Mesma Matéria como Matéria".

Mais recentemente (ou nem tanto) eles lançaram o Alt Er Tabt (Tudo Está Perdido), que curti mais do que o Samme Stof, especialmente a música Territorium. Ela tem uma energia dançante e inexplicável que encontrei raras vezes, mesmo em sons não convencionais:







E bem, isso é só um pouco do que o Under Byen, que significa Debaixo da Cidade, faz. Uma música única e bem construída, um rock sem guitarras e impossível de se confundir.


Um beijo e até o próximo post! =) 





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