Poesia e Música: Frustration e as ideias que tive depois de ouvir Interpol



Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

E essa foi uma ideia que surgiu depois que ouvi My Desire, do Interpol, pela primeira vez.

Alguns versos surgem em meio a dolorosas contrações e o resultado é (incrivelmente) belo e suave. Mas outros casos não são menos surpreendentes por ser o oposto. A facilidade com que alguns versos saem da ponta do lápis, já prontos, embora pareçam secos, amargos e corrosivos, é até desconcertante.

Escrever sobre frustração e ficar satisfeito com o resultado sempre pareceu ilógico pra mim. Até que aconteceu.

O gosto intempestivo do produto ultrapassa nossas expectativas.

Nunca fui capaz de amar minhas próprias criações. Mas diria que esse é um caso à parte.



Frustration

The feet stumble in those black expensive shoes
An empty glass slips from his left fingers
A suitcase warming his tired body
A bright light shows me his sweating cold forehead
The tears escaping out from his blue eyes
Drops of blood falling from his hand
The suffering by the wrong notes on strings
People say his talents are not real
He can’t recognize the song

F-R-U-S-T-R-A-T-I-O-N
The word that never leaves his tongue
He spells its entire letters every night
He knows them as much as he tasted all its senses

He keeps deceiving himself with that particular cruelty
He sings his desire on that old exhausted style
He makes his ordinary trip on earth
A great mystery that no one solves
His truth hidden between illegal biographies
He suffocates among flashes, smoking a cigarette
He cannot speak, spitting and coughing like hell
Who can teach him what’s relevant
When life is something he can’t understand?

F-R-U-S-T-R-A-T-I-O-N
The ghost that never leaves his room
His only lover and certainty every day
  
He knows it and tasted all its senses




E esses são os versos ^^ Espero que tenham gostado e por fim, fiquem com o clipe de My Desire! 

Um beijo e até o próximo post! =)






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