Poesia e Música: Home Angels. A estrada. O calor. O Outdoor.





Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

Esse post nasceu da volta de uma viagem que fiz, quando encontrei a cosia mais banal poderia surgir na beira da estrada: um outdoor.

Meses atrás, voltava do litoral para minha toca interiorana ainda com o vento praiano nos cabelos e o gosto do sal na boca. O dia estava assustadoramente quente embora o verão estivesse longe, e eu estava sentada no banco do veículo sem companhia. É um fenômeno frequente durante minhas viagens e eu custo a definir a razão, mas não é o que interessa agora. Estava sentada quieta e tinha uma janela inteiramente minha. O sol da tarde, a falta de chuva. Do lado de dentro a temperatura era tolerável, mas a aridez daquele dia era perturbadora.

Escutava Lana Del Rey, disso me lembro. E também Bob Dylan. Eu jogo coisas de tempos diferentes num lugar só e as misturo mesmo sem saber qual será seu sabor depois. Mas eles sempre me pareceram certos para soar numa estrada.

E as árvores e as montanhas avermelhadas e aquela poeira terrível passavam com a mesma displicência que o meu tempo nesses últimos meses. Uma, duas horas e era sempre o mesmo. Pouquíssima coisa a se destacar da uniformidade tediosa que cercava a estrada exceto um outdoor aqui e outro não sei onde. Um deles, uma propaganda de negócios. Home Angels. Nominho sem sentido, esse. O nome não aponta pra outra coisa; uma imobiliária, talvez. É uma definição melhor, mas a própria evocação da memória é cansativa.

Havia uma mulher no banco de trás tagarelando animadamente com a pessoa do lado; falava de seu tempo, de seus filhos, a vida que passou e que ainda passa. Tagarelice fútil para quem está do lado de fora, mas para ela era a coisa mais importante do mundo no momento; mesmo sem ver, só falamos daquilo que nos é importante. Para mim não era, mas aquilo teimou em me afetar; o tempo é inexorável, meus ouvidos pareciam captar isso; inexorável, a palavra que odeio, como disse a um amigo.

Inexorável como a ideia boba daquele nome no outdoor. Como o calor e a poeira daquele dia.
Como uma lembrança .



Home Angels

Home Angels shinning on the outdoor
Some talks of old lives during travels
Could be a boredom (always)
I wish I could feel like a man
Who received angels
So my tale wouldn’t be so boring (as yours)

I’m catching up my mind
Walking in a red wood (mental Autumn)
Inside a dream I found somewhere
My merged faces were hidden there
Talking each other between the trees

Home Angels are falling from the outdoor
Bob and Lizzie spreading in my ears
I travel in a 70’s car for now
And then we both see fire and run
To some cold place we’d rather live

And yes we’ll live there
Until the chaos pass away
Where our new lives and angels
Survive without boring talks

Between the red trees



Ride era precisamente a canção que escutava da Lana <3 Em vez do clipe, escolhi esse acústico por ser apaixonada pela performance discreta e carregada de emoção da cantora. E a Sharon Den Adel do Within Temptation aparece assistindo *u*






Blowin' in the Wind foi a primeira música que ouvi do Bob Dylan e foi também a que fez eu me apaixonar por ele =)





E esse é o post de hj, espero que tenham gostado, e digam se também são fãs da Lana ou de Dylan, e se já tiveram algum insight numa viagem desconfortável por aí.


Um beijo e até o próximo post! =)


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