Música: na floresta boreal com Zola Jesus




Oi, amigos, como estão? Espero que estejam bem =)

Esse é o primeiro post do blog o/ E como eu já previa, o primeiro assunto tratado aqui será música (devia ser uma apresentação, mas ignorem isso).

E uma das minhas maiores inspirações nos últimos dias tem sido a cantora estadunidense  Zola Jesus, cujo nome verdadeiro é Nika Roza Danilova. Ela nasceu no Arizona, mas é de ascendência russa, e lançou o primeiro CD, The Spoils, em 2009. 

Já vi classificações como psicodelia, gothic, eletrônica e experimental, e tem mesmo um pouco de tudo isso aí, mas acho o último rótulo (odeio essa palavra) o mais apropriado pra descrever o seu som, por ser de todos o mais abrangente. Mas para não confundir ninguém, bons adjetivos para sua música seriam "forte, escuro e introspectivo". O último é o melhor porque, segundo a própria, apresentações ao vivo são motivo de ansiedade.








O mais recente trabalho de Zola saiu esse ano, e chama-se Taiga. Essa palavra designa florestas boreais, predominantes no hemisfério norte do planeta, e é para dentro desse ambiente que o disco nos leva.

Feche os olhos, deite-se numa boa cama e imagine-se cercado de árvores altas e névoa fria enquanto sente as primeiras notas da faixa-título iniciar o CD. A voz forte de Zola repete monotonamente "Do you wish you could get back to it all", e a reação imediata é imaginar um ponto de sua vida ao qual gostaria retornar. Como se a floresta cinzenta e solitária fosse uma espécie de limbo onde você tem a oportunidade de decidir para onde ir no momento. É o instante de calar-se e ouvir o vento entre as folhas. De ouvir a si próprio. Encontrar-se. E esse mesmo conceito ganha vida à medida que o disco avança. Ou pelo menos foi assim que entendi o trabalho.

Essa sensação sombria e intimista é acentuada no clipe de Dangerous Days,  que se passa entre árvores altas, com o acréscimo de cenas entrecortadas numa praia em dia nublado e cenas escuras de passos de dança - bem, Zola dança como se ninguém estivesse olhando, os braços movendo-se ora suaves, ora agitados, uma dança dela para ela mesma. O refrão "It's a dark, dark day" não vai parar de repetir em minha cabeça até o fim do dia, já sinto isso.







Sinceramente, apesar ter gostado de Taiga, ainda não posso dizer que seja o meu trabalho preferido da Zola, o Stridulum II ocupa esse lugar. Já li que as músicas são repetitivas por ela se encaixar sempre no mesmo estilo, e em certo sentido isso é verdade, mas é melhor ignorar tudo isso. As canções são bem construídas, as letras também. A voz grave e marcante de Zola Jesus é um presente à parte. E o passeio pela Taiga é uma experiência da qual não dá para se arrepender.

E esse foi o primeiro post, espero que tenham gostado e que me acompanhem nessa longa jornada nessa coisa louca que é blogar o/


Um beijo e até o segundo post! =)





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